
Estamos nos aproximando do dia 31 de outubro. Com isto, fiz uma reflexão sobre o que este dia significa. Muitos o conhecem como Hallowen. Como as celebrações celtas, ritos antigos cabem nos dias de hoje?
As celebrações celtas estão relacionadas aos ciclos da natureza. Não apenas fazemos parte da natureza como somos a própria natureza. Quanto mais nos afastamos do natural, nos afastamos mais do nosso equilíbrio. Ficamos mais doentes. Naturalmente somos plenos e felizes assim como todas as espécies animais e vegetais do planeta. Cada espécie realiza a sua parte, vive a sua essência, sem competiÇão. A vida e a morte fluem, a transformação é encarada como parte do caminho. Não há medo da vida, não há medo da morte. A natureza é nossa Grande Mestra. Deus nos possibilita através dela aprender grandes lições que podem nos auxiliar nesta caminhada. Basta estarmos abertos, atentos, alertas, conscientes para nos ver, conhecer e consequentemente ver o outro, as outras espécies. O que os outros animais, plantas, o mar, os rios, as matas, flores, etc. podem nos ensinar? Pois, se somos todos criações de Deus cada um de nós aprende e ensina.
Desta forma, o dia 31 de outubro é marcado por ser mais uma celebração celta. Dentre oito comemoradas durante um ciclo completo da Terra(1 ano) ao redor do Sol.
Passamos o inverno, onde vivenciamos a morte (período de reavaliações, deixar morrer para poder nascer o novo na primavera). Com o término do inverno, a cada dia o sol foi tomando mais força e esta força começou a brotar da Terra através das sementes. Estas começaram a sair da escuridão para encontrar a Luz. Assim acontece com nossos ciclos de transformação pessoal onde o autoconhecimento permite que saímos da escuridão do insconsciente para a luz da consciência permitindo que ocorra a transformação.
Na primavera, o dia e a noite se tornam iguais. A luz e a escuridão estão em equilíbrio. A partir daí a vida a cada dia vai ganhando mais e mais intensidade.
No dia 31 de outubro, a energia está no ápice. A energia de vida está em seu apogeu. E é onde há a união do Deus com a Deusa. A energia feminina e masculina da Terra se une para fertilizar tudo aquilo que plantamos, todas as sementes semeadas na primavera possibilitando a colheita dos frutos no final do verão.
É um momento de grande força energética e espiritual. Dia propício para meditarmos sobre tudo aquilo que queremos fertilizar em nossas vidas. Todos os nossos projetos pessoais, profissionais. A paz, o amor, a saúde, o equilíbrio, a harmonia.... Momento de colocar em prática tudo que queremos em nossa vida. Pois, após a transformação através da morte no inverno, agora, permitimos que o novo entre. Fertilidade na Terra, fertilidade em nossas vidas.
Por isso, a importância de nos religarmos com os ciclos da natureza, de levar isto para nosso autoconhecimento. Para vivermos uma vida com mais equilíbrio mesmo em meio às grandes cidades.
Conectando com a energia da Natureza, com os ciclos da Terra, com esta energia pura, nos purificamos, fortalecemos, energizamos.
Ficamos mais próximos de nós mesmos, mais próximos da Natureza, mais próximos de Deus.
Permitimos a plenitude se manifeste em nossas vidas como em tudo que há!